Documentos desta funcionalidade: 01 - Definição (v1.0) — Seções 02/03/04 (Especificação, Protótipo, Mapeamento de BD) ainda não produzidas; fase atual é só Definição.
Fase atual: Definição
Versão: 1.0 Data: 28/08/2026
Documento de Definição de Contexto
Objetivo
Centralizar todos os fluxos de cuidado direto ao paciente oncológico — desde a recepção até a alta assistencial — integrando os profissionais assistenciais (médico, enfermeira, farmacêutica, recepcionista) em torno do prontuário e do plano terapêutico. É o contexto que orquestra a linha de cuidado do paciente, consumindo serviços dos demais contextos (Agendamento, Manipulação, Estoque, Faturamento) conforme necessário.
Escopo
Dentro:
- Cockpit do médico, da enfermeira, da farmacêutica e da recepcionista
- Prontuário eletrônico (PEP) — registro clínico único e centralizado
- Consulta médica: anamnese, exame físico, diagnóstico, conduta
- Prescrição de tratamento oncológico (protocolo, ciclo, sessão, dose)
- Evolução médica e de enfermagem
- Administração de medicamentos e infusão (checagem, sinais vitais, monitoramento)
- Intercorrências e reações adversas
- Validação farmacêutica da prescrição (dose, interação, compatibilidade)
- Liberação de medicamentos para administração
- Alta assistencial
- Check-in do paciente (recepção)
Fora:
- Agendamento de consultas e procedimentos (contexto Agendamento)
- Manipulação e aviamento de medicamentos (contexto Manipulação)
- Controle de estoque de insumos e medicamentos (contexto Estoque e Compras)
- Faturamento de procedimentos e guias (contexto Faturamento)
- Cadastro de paciente e clínicas (contexto Administrativo)
- Gestão de usuários e perfis de acesso (contexto Segurança)
Personas envolvidas
| Persona | Papel no contexto Assistencial |
|---|---|
| Médico | Protagonista do cuidado: realiza consulta, define diagnóstico, prescreve tratamento, registra evolução, valida protocolos, dá alta assistencial |
| Enfermeira | Executora do cuidado: checa prescrições, administra medicamentos e infusões, monitora sinais vitais, registra evolução de enfermagem, identifica intercorrências |
| Farmacêutica | Gatekeeper do medicamento: valida prescrição (dose, interação, diluente), libera medicamento para administração, acompanha reações adversas, registra folha de gastos |
| Recepcionista | Porta de entrada: faz check-in do paciente, confirma dados, direciona para o atendimento, registra acompanhantes |
Visão geral dos fluxos por profissional
┌─────────────────────────────────┐ │ COCKPIT DO PROFISSIONAL │ │ (visão consolidada do dia/turno)│ └──────────┬──────────────────────┘ │ ┌────────────────────┼────────────────────┐
▼ ▼ ▼
┌────────────┐ ┌────────────┐ ┌───────────┐ │ RECEPCIONISTA │ │ MÉDICO │ │ ENFERMEIRA │ │ · Check-in │ │ · Consulta │ │ · Checagem │ │ · Direcionar │ │ · Prescrição │ │ · Administração │ │ · Acompanhante │ │ · Diagnóstico │ │ · Sinais vitais │ │ │ │ · Evolução │ │ · Evolução │ │ │ │ · Alta │ │ · Intercorrência │ └────────────┘ └────────────┘ └───────────┘ │ ▼ ┌───────────┐ │ FARMACÊUTICA │ │ · Valida Prescrição │ │ · Libera med │ │ · Folha gastos │ │ · Reação adversa. │ └───────────┘
Regras de negócio de alto nível
RN-AST-001 — Cockpit como hub do profissional: Todo profissional assistencial, ao autenticar-se, acessa seu cockpit contendo: pacientes do dia/turno, pendências, alertas (intercorrências, prescrições a validar, medicamentos a liberar) e atalhos para as funcionalidades do seu escopo.
RN-AST-002 — Prontuário único e centralizado: Todo registro clínico — consulta, evolução, prescrição, administração, intercorrência — é um registro no prontuário do paciente, ordenado cronologicamente e identificado por autor, data/hora e tipo de registro. O prontuário é a fonte única da verdade assistencial.
RN-AST-003 — Consulta como evento central: A consulta médica é o gatilho que inicia ou revisa o plano terapêutico. Durante a consulta o médico pode: registrar anamnese, definir/alterar diagnóstico e estadiamento, prescrever tratamento, solicitar exames, definir conduta e registrar evolução.
RN-AST-004 — Prescrição vinculada a protocolo: Toda prescrição de tratamento oncológico deve estar vinculada a um protocolo terapêutico (medicamentos, dosagens, ciclo, sessões). A prescrição define o plano de administração para a enfermagem e de manipulação para a farmácia.
RN-AST-005 — Ciclo de administração (médico → farmacêutica → enfermeira):
- Médico prescreve o protocolo com ciclos e sessões
- Farmacêutica valida a prescrição (dose, diluente, interação) e libera o medicamento
- Enfermeira checa a prescrição liberada, administra o medicamento e registra a execução
RN-AST-006 — Administração com checagem obrigatória: Antes de administrar qualquer medicamento, a enfermeira deve registrar os sinais vitais do paciente e checar os 5 certos (paciente, medicamento, dose, via, hora). O sistema bloqueia o registro da administração se a checagem não for concluída.
RN-AST-007 — Intercorrência suspende administração: Toda intercorrência registrada (reação alérgica, febre neutropênica, náusea severa) durante uma infusão gera alerta no cockpit e pode suspender a administração em curso a critério do médico.
RN-AST-008 — Validação farmacêutica obrigatória: Nenhum medicamento de alto custo ou quimioterápico pode ser administrado sem validação prévia da farmacêutica. A validação inclui: dose calculada, diluente compatível, prazo de validade, ausência de interação medicamentosa crítica.
RN-AST-009 — Alta assistencial encerra plano ativo: Ao dar alta assistencial, o médico encerra automaticamente as prescrições ativas e os agendamentos futuros relacionados ao tratamento. O paciente transita para o status de “alta” no prontuário.
RN-AST-010 — Check-in inicia o fluxo assistencial: O paciente só ingressa no fluxo assistencial do dia após o check-in realizado pela recepcionista. O check-in dispara a notificação para o cockpit do médico e da enfermeira.
Fluxo principal — Atendimento completo do paciente oncológico
- Check-in: Recepcionista realiza check-in do paciente na clínica
- Cockpit: Médico visualiza o paciente na lista do cockpit com status “check-in realizado”
- Consulta: Médico inicia a consulta — acessa prontuário, histórico, exames anteriores
- Diagnóstico / revisão: Médico registra ou revisa diagnóstico, estadiamento (TNM), linha de tratamento
- Prescrição: Médico prescreve o protocolo (medicamentos, dose, via, ciclo, sessões)
- Validação: Farmacêutica recebe notificação no cockpit, valida a prescrição e libera os medicamentos
- Manipulação (contexto Manipulação): Farmacêutica manipula/avia o medicamento
- Checagem: Enfermeira checa a prescrição liberada, registra sinais vitais
- Administração: Enfermeira administra o medicamento (infusão, aplicação), monitora durante a sessão
- Registro: Enfermeira registra a administração no prontuário (medicamento, dose, via, horário, lote, intercorrências)
- Evolução: Médico ou enfermeira registram evolução pós-administração
- Folha de gastos (contexto Faturamento): Farmacêutica ou enfermeira consolida a folha de gastos da sessão
- Alta (se aplicável): Ao final do tratamento, médico dá alta assistencial
Premissas
- O cockpit de cada profissional exibe apenas pacientes e tarefas do seu turno/unidade vinculada
- Cada profissional enxerga apenas funcionalidades compatíveis com seu perfil profissional (médico vê prescrição, enfermeira vê administração, etc.) respeitando a hierarquia de autorização da RN-SEG-003-B
- O prontuário é acumulativo e imutável — registros não podem ser apagados, apenas complementados com adendos
- A prescrição oncológica é cíclica: um protocolo se repete em ciclos; cada ciclo tem sessões; a enfermeira executa sessão por sessão
- Intercorrências durante a infusão podem ser registradas em tempo real pela enfermeira e visualizadas no cockpit do médico
- O contexto Assistencial se comunica com Manipulação para disparar a ordem de manipulação, e com Estoque para baixar os insumos utilizados
Dependências
| Contexto | Natureza da dependência |
|---|---|
| Segurança | Autorização híbrida (RN-SEG-003-B) — perfil profissional + RBAC para cada funcionalidade |
| Agendamento | Consultas e procedimentos agendados alimentam a lista do cockpit do médico e da recepcionista |
| Manipulação de medicamentos | Prescrições aprovadas disparam ordens de manipulação; medicamentos manipulados retornam para administração |
| Estoque e compras | Baixa de medicamentos e insumos administrados; consulta de disponibilidade antes da administração |
| Faturamento | Folha de gastos gerada a partir dos insumos utilizados em cada sessão |
| Administrativo | Cadastro de pacientes, clínicas, unidades; definição de protocolos |
| Gestão da Aplicação | Configuração de parâmetros assistenciais globais (se houver) |
| Design System | Componentes de interface para construção dos cockpits, prontuário, prescrição, checagem |
Diferenciais oncológicos no escopo
O contexto Assistencial no Gemed Onco carrega particularidades que não existem num prontuário genérico:
| Particularidade | Impacto no fluxo |
|---|---|
| Protocolo x Ciclo x Sessão | Prescrição não é linear — é estruturada em ciclos com dias de administração e descanso |
| TNM e Estadiamento | Campos obrigatórios no diagnóstico oncológico, evoluem ao longo do tratamento |
| Linha de tratamento | 1ª linha, 2ª linha, adjuvância, neoadjuvância — mudança de linha é evento crítico |
| Infusão com monitoramento | Administração quimioterápica requer checagem de sinais vitais antes, durante e após |
| Alta assistencial | Diferente de alta administrativa — encerra o vínculo de cuidado ativo |
| Intercorrência oncológica | Febre neutropênica, reação alérgica, extravasamento — cada uma com protocolo próprio |
| Conciliação medicamentosa | Múltiplos medicamentos, interações, compatibilidade com diluentes |